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Mostrando postagens com o rótulo poemas para o coveiro

Poema "As asas fantásticas da juventude", do livro "Poemas para o coveiro", de Fernando Sales

  As asas fantásticas da juventude Aos amigos dos primeiros tempos   Meus amigos já foram todos imortais  E eu mais que eles.  A pura virgindade Morava em nossos olhos sempre surpresos.   Já fomos pequenos pedaços do eterno  Num tempo de certezas e de espanto  Diante da música frenética do mundo.   Tremíamos de ódio ao vermos a força  De velhos tão cheios de dúvidas E, no fim, mais fracos que nós.   A arma poderosa do milagre morava  Em cada mente que enfrentava O mundo inteiro com a liberdade Que hoje nem as drogas podem comprar.   Não nos preocupávamos com o fim Ou mesmo com a vida ou com o tempo  Vivíamos como pássaros sem rumo,  Asas fantásticas ao sabor do vento.   Nada do que existiu ou existe  Podia abalar minimamente A firme convicção de que nós  Jamais morreríamos. Hoje, meio gastos, semivivemos  Alguns já abraçaram o indecifrável  Sepultos sob a ter...

Análise de "Poemas para o coveiro", de Fernando Sales, por Úmero Card'Osso

Leitura de Poemas para o Coveiro “Poemas para o Coveiro” é um livro de poesia que versa sobre a morte sem conter elegias. A obra não contém elegias porque seu conteúdo afirmativo não dá margem a lamentações e dúvidas. Exceptuam-se aí o soneto que narra o suicídio de um camponês, e também a elegia dedicada à tia Selma, que na minha opinião figura como um dos melhores poemas. Ademais, “Poemas para o Coveiro” é um “livro”, não é uma antologia de melhores poemas do autor. Assim, suas partes se relacionam com um fio condutor, uma vez que, em sendo livro, há nele um planejamento. Para entender melhor esta coesão racional e estrutural, vejamos o desenvolvimento das partes do livro. Logo à primeira página, surgem os dois medos que Fernando anuncia como sendo os objetos da obra: medo da vida / medo da morte. Na 1ª parte do livro, manifestam-se questões subjacentes ao tema da finitude humana. A vida é vista como escravidão, por conta da escravidão cotidiana do trabalho (P...

Resenha de "Poemas para o coveiro", de Fernando Sales (2018) - por José Luiz Foureaux (PhD em Literatura)

Resenha de "Poemas para o coveiro", de Fernando Sales (2018) - por José Luiz Foureaux (PhD em Literatura)      Um: o autor foi meu aluno e, se não me engano, chegou a fazer inciativa científica sob a minha orientação (não tenho certeza disso!). Dois: li sobre o livro na página do autor e fui mordido pela mosca da curiosidade – comprei-o. Três: gostei do conteúdo. Quatro: gosto de escrever sobre quem começa, apesar de morrer de medo de não ser compreendido sobre o que digo. Cinco: trata-se de autor iniciante sobre o qual jamais falei, nos termos em que o farei aqui. Seis: ah… deixa pra lá. Bom, pra começo de conversa, devo dizer que não sou obrigado a elogiar nada, a priori, só por ter mantido algum tipo de contato/relação com o ator. Por isso, começo com uma negativa: não gostei nada da diagramação do livro. Desmerece muitos dos poemas, prejudica, em alguns casos, a subliminar proposta estética que se depreende dos textos que ali estão encerrados. Depois de...

Extrassensorial - poema do meu livro cantado por Gustavo Machado

"Extrassensorial" faz parte dos meus "Poemas para o coveiro" (Fernando Sales). Essa é uma belíssima versão (música) feita por  Gustavo Machado  a partir do poema. Espero que gostem. Quem gostou do som do Gustavo, a página dele no Facebook é:   https://www.facebook.com/gustavomachado.official/?ref=br_rs Sintam-se convidados a curtir minha página e a se inscrever no meu Canal Digitalismo! Vídeo disponibilizado em meu Canal Digitalismo, no YouTube. Assista! Ficou muito bonito! O link para comprar meu livro recém-lançado é: https://editoramultifoco.com.br/…/pre-venda-poemas-para-o-…/

Poemas para o coveiro - Fernando Sales

No link abaixo é possível comprar o livro "Poemas para o coveiro", do poeta Fernando Sales: https://editoramultifoco.com.br/loja/product/pre-venda-poemas-para-o-coveiro/ Uma pequena amostra: Extrassensorial o mais sutil toque o mais suave de todos eu era capaz de sentir porque minha pele era toda lava e meus poros, crateras meus dedos eram mágicas crianças que descobriam o mundo pela inédita vez nessa pura reintensidade  aprendi revivendo  tornado para dentro  cada arrepio,  acorde a me tocar  profundamente rumo  à sensibilidade  e ao que dormia em mim