Pular para o conteúdo principal

ROMANTISMO EM PORTUGAL



Visite e se inscreva também em meu canal no Youtube, ele reúne poesia e tecnologia de maneira inovadora:

http://www.youtube.com/user/fernandoalvessales/videos
http://www.youtube.com/watch?v=sZZWrWdaj9M


Amor de Perdição – Camilo Castelo Branco

Conta a história do amor impossível dos jovens Simão e Teresa, separados por rivalidades entre suas famílias – os Albuquerques e os Botelhos, moradores da cidade de Viseu, em Portugal, e inimigos por questões judiciais.
O corregedor (juiz daquela época) Domingos Botelho e sua mulher Rita Preciosa têm cinco filhos. Entre eles, estão Simão, que desde pequeno demonstra um temperamento explosivo e indolente, e Manuel, calmo e ponderado. O primeiro, aos quinze anos, vai estudar em Coimbra depois de uma confusão doméstica, em que toma a defesa de um criado da família que quebrara umas coisas sem querer. Lá, adota os ideais igualitários da Revolução Francesa e acaba preso durante seis meses por badernas e arruaças. Quando sai da cadeia, já perdeu o ano na faculdade, volta a Viseu, onde conhece e se apaixona por Teresa, sua vizinha que tem 15 anos e é filha de uma família inimiga da sua, os Alburquerques. O temperamento de Simão agora é outro; cresceu e amadureceu grandemente por esse amor.
Com o objetivo de separar Simão e Teresa, o pai da moça ameaça mandá-la para o convento, enquanto Domingos Botelho envia Simão de volta a Coimbra, para continuar seus estudos. Uma velha mendiga faz o papel de pombo-correio do casal, levando as cartas trocadas entre os dois jovens apaixonados.
Movido pelo amor a Teresa, Simão decide se regenerar e estudar muito. Nesse meio tempo, o irmão Manuel, que chegara a Coimbra, foge para a Espanha com uma açoriana (natural da Ilha de Açores) casada. A irmã caçula de Simão – Ritinha –, de doze anos, faz amizade com Teresa. O pai da heroína quer casá-la com o primo Baltasar Coutinho – ordem que a moça se nega a cumprir. As intenções do pai de sua amada fazem Simão retornar clandestinamente para Viseu, hospedando-se na casa do ferreiro João da Cruz, antigo conhecido do senhor Botelho, a quem devia favores, por lhe ter absolvido em uma demanda judicial. Simão combina encontrar-se às escondidas com Teresa no dia do aniversário da moça, em sua casa, mas o encontro é transferido para o dia seguinte porque Teresa é seguida por Baltasar.
Nesse dia, Simão vai ao encontro marcado levando consigo o ferreiro João da Cruz e outros amigos. Depara-se com Baltasar que, na companhia de alguns criados, fora até o local para matar Simão. Na briga, dois dos criados de Baltasar são mortos pelo ferreiro. Ferido, Simão convalesce na casa de João da Cruz. Teresa é então mandada para um convento onde ficará provisoriamente, em Viseu mesmo, até que possa seus papéis estejam prontos para ir, definitivamente, para um convento no Porto. Mariana, filha do ferreiro e apaixonada por Simão, dá a ele suas economias, dizendo que o dinheiro pertence à mãe do próprio Simão. Mariana vai ao convento em que Tereza está, para lhe dar a carta. Recebe como resposta que a menina irá mesmo mudar de convento.
No dia previsto para a mudança, Simão decide raptá-la. Dá-se um novo confronto com Baltasar Coutinho, que leva um tiro na testa e morre. Simão entrega-se à polícia, não tenta se defender nem atenuar a pena e dispensa a ajuda da família para sair da cadeia (até porque seu pai não pretendia mesmo ajudá-lo).
Com isso, levado a julgamento, é condenado à forca, mas as insistências dos familiares fazem seu pai lhe diminuir a pena. Sabendo que Simão vai para Porto, onde sua filha está hospedada no novo convento, o senhor Alburquerque tenta tirar a filha de lá, mas não consegue assim, imediatamente. Tenta apoio de todos os lados, mas todos lhe mostram que está sendo exagerado, louco e idiota por não deixar que sua filha seja feliz. Os desembargadores inclusive se mostram claramente a favor de Simão, no qual vêem um bom moço. O nobre ira-se. Volta de uma fuga que teve com uma mulher casada o irmão de Simão, Manuel. O pai deles, descontente da situação, manda a mulher embora. Manuel, sem recursos, acaba por ficar.
Enquanto isso, Mariana enlouquece de amor e a saúde de Teresa definha no convento. Na cadeia, Simão passa os dias lendo e escrevendo cartas. João da Cruz é assassinado pelo filho do criado de Baltasar Coutinho. Mariana, que estava na cidade do Porto, volta a Viseu para tomar posse da herança, que confia a Simão. Tardiamente, o pai de Simão pede que sua pena seja comutada em dez anos de prisão ali mesmo, mas o filho rejeita a ajuda paterna. Prefere o desterro para as Índias. A mãe lhe manda dinheiro para o degredo; ele o distribui entre os outros degredados (heroísmo romântico: desapego ao dinheiro). Na data em que a nau dos condenados deveria partir, recebe um maço de cartas de Teresa, inclusive com uma nova, a qual ele ainda não abre. A moça, no convento à beira-mar, acena para Simão, que depois não a vê mais lá.
A viagem acaba adiada para o dia seguinte; mais tarde, o capitão do navio chega de terra firma com a notícia de que Teresa havia morrido no mirante. Ao saber da morte de sua amada, Simão adoece, deixa Mariana aos cuidados do capitão e vem a falecer no décimo dia de viagem. Quando seu corpo é jogado ao mar, Mariana, que o havia acompanhado, lança-se da proa, suicidando-se abraçada à mortalha do amado. O autor diz que Manuel Botelho é seu pai.

Eurico, o Presbítero (Alexandre Herculano)
   A ação do romance transcorre da invasão árabe. Eurico, um godo (alemão), apaixona-se por Hemengarda, mas o pai da moça opõe-se ao casamento. Desgostoso, Eurico, torna-se presbítero (padre). Com a invasão sarracena, abandona-se o hábito para tornar-se um militar; converte-se num misterioso cavaleiro negro que logo se destaca por suas façanhas militares e pelas canções que fazia. Os portugueses são derrotados pelos árabes, mas Eurico incorpora-se a um grupo de resistência cujo chefe é Pelágio, irmão de Hemengarda. Assim, reencontra Hemengarda, que estava em poder dos árabes, e a salva. O antigo amor ressurge, mas agora há outro empecilho: o voto de castidade feito por Eurico. Os namorados, depois de uma conversa, decidem pela separação e cavaleiro negro, em desespero, atira-se a uma batalha suicida contra os árabes e morre e Hemengarda enlouquece.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A CIDADE E AS SERRAS - EÇA DE QUEIROZ

Eça de Queirós - realista, mas com toques românticos no presente livro - narrativas lentas - muitas descrições - crítica à cidade - elogio ao campo A Cidade e as Serras Em A Cidade e as Serras acredita-se na vida simples e rústica, libertando o bucolismo, valorizando os seres simples, a distância da civilização, a pureza da vida campestre na mais sincera contaminação romântica.       Ajuste da civilização       O romance é escrito em primeira pessoa por José Fernandes, um personagem secundário . O narrador centraliza seu interesse na figura de um certo Jacinto , descrevendo-o como um homem extremamente forte e rico , que, embora tenha nascido em Paris , no 202 dos Campos Elíseos , tem seus proventos recolhidos de Portugal, onde a família possui extensas terras, desde os tempos de D. Dinis, com plantações e produção de vinho, cortiça e oliveira, que lhe rendem bem. O avô de Jacinto, também Jacinto, gordo...

Gil Vicente - Auto da Barca do Inferno

Gil Vicente Auto da Barca do Inferno      Possui muitas ressonâncias no Brasil, dentre os quais se destacam as peças didáticas de José de Anchieta (segunda metade do século XVI), Morte e Vida Severina (1956), de João Cabral de Melo Neto, e o Auto da Compadecida (1959), de Ariano Suassuna.       Auto da Barca do Inferno é um auto onde o barqueiro do inferno e o do céu esperam à margem os condenados e os agraciados. Os que morrem chegam e são acusados pelo Diabo e pelo Anjo, ma apenas o Anjo absolve.       O primeiro a chegar é um Fidalgo, a seguida um agiota, um Parvo (bobo), um sapateiro, um frade, uma cafetina, um judeu, um juiz, um promotor, um enforcado e quatro cavaleiros. Um a um eles aproximam-se do Diabo, carregando o que na vida lhes pesou. Perguntam para onde vai a barca; ao saber que vai para o inferno ficam horrorizados e se dizem merecedores do Céu. Aproximam-se então do Anjo que os condena ao infern...

Clube da luta (Fight Club) - Livro e filme - Frases e análise

O filme e o livro Clube da luta (Fight Club), de Chuck Palahniuk, são obras muito críticas quanto ao sistema, ao capitalismo e ao consumismo. Alguns de seus temas são: a loucura, a violência e os grupos de apoio. Tyler Durden, Marla Singer e o protagonista são personagens marcantes, inesquecíveis e que podem transformar sua vida. Se você gosta de histórias bonitinhas com palavreado doce e encantador, esse não é um vídeo indicado para você... Link para você divulgar este vídeo (copie e cole): https://youtu.be/iuauM95gVmU Link para o vídeo Alguns tipos de heróis: https://www.youtube.com/watch?v=EStMY... Link para o vídeo sobre Star Wars 7: https://www.youtube.com/watch?v=cnGdF... Digitalismo, seu canal de arte e cultura no Youtube. Curta, comente, compartilhe, passe adiante, INSCREVA-SE no Canal Digitalismo! Siga-nos no INSTAGRAM: www.instagram.com/canaldigitalismo/ Curta nossa página no FACEBOOK para saber das novidades e acompanhar poemas, músicas, dicas culturais e muito mais! htt...